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A verdadeira ameaça

20 Março, 2008

Ora bem meus caros, julgo que todos nós por aqui gostamos de JOGAR, certo? Todos adoramos esse ritual que é meter o cartucho/CD-ROM/GD-ROM/DVD/Mini-DVD/raio azul na consola ou no PC, com menos formatos disponíveis, note-se (não me esqueci do UMD, no dia em que descobrirem que alguém joga alguma coisa nesse formato, digam-me), ligar a maquinaria, ver o écran de título, carregar no Start da ordem e começar a jogar (isto claro, se estiverem a usar consolas com mais de 12 anos, caso contrário, metam uns 17 minutos entre o momento em que a consola é ligada e o momento em que o jogo realmente começa), quanto a isso não temos dúvidas.
Mas depois…bem, depois há os coleccionadores que num esforço deliberado para se afirmarem e receberem o respeito e a veneração dos seus pares, dão dois passos à frente da população geral e não se limitam a comprar jogos para os jogar por acharem que vão gostar deles, não senhor. Entre os que se afirmam como “coleccionadores”, há aqueles que na prática são compradores compulsivos (se for uma gaja a comprar sapatos novos todas as semanas e que não vai usar é uma fútil, se for um gajo a comprar jogos todas as semanas que não vai jogar é um “coleccionador”) e que, se não tivessem como actividade diária comprar jogos para engrossar a colecção, gastavam os seus preciosos créditos noutras coisas - coisas que não iriam aproveitar, note-se.
Mas depois há os……nem tenho palavras para eles….há os gajos que obtêm um prazer quase orgásmico em comprar e guardar religiosamente jogos e consolas que [alegadamente] nunca foram abertos desde que saíram das linhas de produção. Eu explico melhor, existem pessoas [“pessoas” aqui é usado meramente como um termo técnico] que, deliberadamente e ao longo dos tempos, gastam dinheiro [e muito] a comprar jogos e consolas com o mítico estatuto de “factory sealed”.
Podem perguntar: “mas ó Yggdrasil, então que mal tem isso? Gastam mais dinheiro mas pelo menos recebem os jogos completos e em estado novo” (a ver quantos saudosistas do período salazarista é que cá vêm parar através do “estado novo”). Pois bem, o vosso raciocínio estará correcto se partirem do princípio que estas criaturas (lá se foi o respeito) querem os jogos para os meter na consola/PC e os jogarem…mas estas criaturas dedicam-se a uma actividade muito mais doentia e distorcida, que roça as técnicas de tortura e de confissões forçadas do NKVD durante o auge das purgas de Estaline — eles….*Yggdrasil engole em seco* coleccionam jogos e consolas selados e….*lábios a tremer* nunca os tiram da embalagem

Sim, é esta a crua realidade, andam entre nós criaturas que compram jogos para os manterem nos seus invólucros protectores e nunca os retirarem das embalagens porque isso, vejam lá, prejudica o seu “valor de colecção”! Gostava de saber aos olhos de quem…ao colega do quarto ao lado que todos os dias tem de tomar a sua dose de lítio para impedir comportamentos destrutivos?

e ainda têm o seu próprio fórum.

Então, gostas de jogos?”

Adoro pá, tenho uma colecção enorme!”

Quais é que são os que gostas mais?”

Eh pá…isso é mais no telemóvel e em flash no PC.”

Quê…? Explica lá isso melhor, não tens uma colecção enorme?”

Eu ter tenho…mas não os abro, é que se os abrir perdem o valor.”

Julgo ser este um dos exemplos que leva algumas pessoas a considerar que os ocidentais são decadentes, pois a nossa liberdade de informação e de comércio, bem como o poder de compra dos países desenvolvidos, leva a que se atinja semelhante estádio - Lenine afirmava que o último estádio do capitalismo era o imperialismo. Yggdrasil afirma que o último estádio da decadência é o neo-coleccionismo (este termo é meu e está registado), pois algo de muito podre se passa na mente destes indivíduos quando se afirmam primeiro como coleccionadores de jogos selados (que raio de termo) e só depois como jogadores.

“Quem compra jogos selados e nunca os joga é um contra-revolucionário e inimigo do povo! Para esses, só há um castigo possível!”

Esta coisa (que gostavam de ver chamada de culto, mas não que eu não deixo) atingiu o ponto mais alto [ou mais baixo, se preferirem] quando em Fevereiro deste ano, um exemplar (alegadamente) selado do Chrono Trigger foi vendido no eBay por US$1217 - sim, eu sei que 1217 dólares americanos actualmente são cerca de 92 euros e 24 cêntimos…mas mesmo assim!

Aaaaaaaah! Violaste o selo do meu Metal Slug 3 e tocaste no sagrado e frágil cartucho com os teus infectos dedos!!! Agora o ácido da tua pele [relembro que o ph da pele humana é 5] em conjunto com os teus germes e com o dióxido de carbono no ar vai formar uma mistura explosiva que vai alastrar e corroer o plástico do cartucho e eu vou ficar sem jogo dentro de 784 anos!! Die bitch!!!!”


– Estes talvez seja melhor mantê-los selados… –

Note-se que este culto do NRFB [never removed from box] não começou nos jogos - já se fazia notar quando os chamados “trekkies” (palavra klingon que significa “aquele cujo caminho da sabedoria foi obstruído por um carregamento de merchandising acabado de sair da linha de produção”) veneravam com um fervor quase religioso imagens de Spock, Picard e Kirk que nunca teriam entrado em contacto com o oxigénio e dióxido de carbono.

E não o levaram a sério…

Meus caros, isto não é para ser encarado de ânimo leve - criaturas como estas são reais ameaças a esta actividade que nós tanto prezamos. Felizmente, ainda são reduzidas em número; assim sendo, o meu conselho é este: isolem-nos, desafiem-nos e humilhem-nos naquilo que eles não dominam [os jogos, já que a maior parte deles provavelmente não se lembra da última vez que pegou num comando] - se for bem executado, pode ser que ainda tenham uma hipótese de regressar aos caminhos da luz, caso contrário, estão perdidos…


“Vocês querem mesmo ser como eu?” –

Por: Yggdrasil

90 comments

  1. Então, gostas de jogos?”

    “Adoro pá, tenho uma colecção enorme!”

    “Quais é que são os que gostas mais?”

    “Eh pá…isso é mais no telemóvel e em flash no PC.”

    “Quê…? Explica lá isso melhor, não tens uma colecção enorme?”

    “Eu ter tenho…mas não os abro, é que se os abrir perdem o valor.”

    I LOLED HARD!


  2. e ha quem coleccione garrafas de cerveja que ainda não estão abertas :P


  3. No dia em que eu conhecer uma pessoa assim, vou-me rir na cara dele/dela até dizer chega…

    o_O porque sim, não duvido que existem. Cá em Portugal é que é raro!


  4. Perdem o valor? Mas pensam q isso são garrafas de vinho ou quê?! Para mim os jogos são como os carros, assim q saem da loja perdem logo valor comercial.

    Esqueceste-te de um formato que eram as disquetes ^^, quem nunca jogou um jogo de 4 ou 5 disquetes em q tinha de estar constatemente a mudá-las?! Bem o único q me lembro foi o Street Fighter 2 para o Commodore. Outros bastava mudar da primeira para a segunda para se passar da intro para o jogo em si como o Sensible Soccer grande jogo de football ^^.


  5. Olá, descobri seu blog há uns poucos dias e gostei muito.Tão bom que venceu as barreiras do oceano Atlântico.
    Em relação às pessoas que tem esse estranho prazer em manter jogos “factory sealed” eu tenho um ótimo caso a relatar.
    Em meados de fevereiro vi um maravilhoso exemplar de um jogo de Dreamcast numa loja de uma grande rede brasileira.Há anos não via um jogo de DC numa loja.Tinha passado anos naquela prateleira fria esperando um comprador.
    Comprei-o.E o que fiz com o famigerado invólucro plástico que envolvia minha aquisição? Mandei-o aos infernos e hoje aproveito muito feliz o conteúdo que ele guardava.
    Paguei R$49,99 num jogo novo.Na internet eu só via por R$80,00 um usado.E o plástico que se exploda.


  6. Apoio completamente a a vontade de querer ter os jogos selados, especialmente os melhores, edições especiais e clássicos. Então quando pensamos que a lifespan dos discos ópticos está longe de ser comparável aos cartuchos, ainda mais válido se torna. Desde que isso não signifique que não posso jogar o jogo. Afinal qual é o ponto de ter um jogo se não podemos desfrutar dele?

    Eu tenho bastantes jogos selados mas já os joguei a todos. É para isso que serve a pirataria e os jogos usados.

    A verdade é que quero conservar o melhor possível os jogos que mais gosto. Se os poder ter selados e mesmo assim conseguir jogar, tanto melhor.

    O valor de colecção para mim é algo de secundário mas também não é algo que existe só na cabeça do coleccionador. Afinal se há quem os compre é porque existe mercado e o factor importa. O factor “factory sealed” é comum em muitos tipos de coleccionador; desde os coleccionadores de action-figures aos coleccionadores de selos.


  7. O facto de ser comum, não significa que seja uma prática recomendável (ex.: religião XD)

    Dê por onde der, o facto de os jogos ficarem selados vai impedir que se desfrute totalmente da compra, mesmo jogando cópias. Não vais poder ler e folhear o manual de instruções, não vais poder ter o prazer de colocar o CD/cartucho original…

    Quem mantém os jogos selados, abdica destes detalhes (é claro, a pessoa que faz isso até pode nem prestar nenhuma importância a isso).

    E o que recebem em troca? O objecto permanece imaculado, “perfeito”. Pode ser adorado “à distância”. E não se ganha assim tanto em longevidade, já que é provável que mesmo que o jogo seja aberto, se for bem cuidado durará mais que o próprio dono (mesmo formatos ópticos).


  8. Ter orgasmos a olhar para as caixas dos jogos embrulhadas no plastico, serious business…


  9. Belela: “Para mim os jogos são como os carros, assim q saem da loja perdem logo valor comercial.”

    Assim como há carros hoje que valem mais do que quando foram comprados. Ganharam valor comercial.

    Xupa-xupa:”O facto de ser comum, não significa que seja uma prática recomendável (ex.: religião XD)”

    E a religião não é recomendável mesmo porquê?

    Mas ninguém tem orgasmos nem ninguém quer receber nada em troca quando opta por não abrir um jogo. O que se recebe nem sempre tem de ser palpável, mensurável, nem absolutamente evidente.

    Eu não vou deixar de abrir um cod4 ou um assassino credo. Nem a maioria das pessoas que coleccionam. Mas poderá haver as que o fazem. E tudo bem. O que importa é que para essas pessoas faz sentido e estão a desfrutar da sua decisão.

    Agora edições especiais, raras, jogos bem antigos carismáticos, edições limitadas, e porque não, primeiras cópias de um jogo muito fudonico… não abri-los parece-me até a decisão mais natural. Para quem dá valor às coisas para além do que estas lhes podem proporcionar de forma clara e objectiva. Para quem gosta do prazer de as ter como artigo de colecção.

    “o facto de os jogos ficarem selados vai impedir que se desfrute totalmente da compra”

    É por isso que se chama “coleccionismo” a esta coisa. Quem colecciona selos, moedas e afins também não desfruta totalmente da compra. Pelos vistos coleccionismo de videojogos é igual a tantas outras coisas para coleccionar. Tem as suas especificidades mas de forma geral tem os mesmos prós e contras.

    Além disso, quando foi a exposição “retro” no Alvaláxia o ano passado, nessa altura todo mundo achou muita piada. Ora como é que a imaculidade de muita coisa lá exposta foi alcançada?

    http://www.gamevideos.com/video/id/15099
    Como é que este pequeno documentário pôde ser alcançado?

    http://vgcpt.com/index.php?option=com_content&task=category&sectionid=17&id=52&Itemid=223

    Comunidade portuguesa de pessoas que… têm orgasmos a olhar para as caixas dos jogos embrulhadas no plástico, que conseguem, imagine-se a loucura, obter mais prazer do que o proporcionado pelo colocar o cd/cartucho original…

    @hendrix
    Valeu chapa :)


  10. lol há coisas deprimentes não há, ele deve ser o yu-gi-oh!, pra perceber vejam o primeiro op op jap subbed


  11. “Além disso, quando foi a exposição “retro” no Alvaláxia o ano passado, nessa altura todo mundo achou muita piada. Ora como é que a imaculidade de muita coisa lá exposta foi alcançada?”

    Creio que o mundo achou muita piada porque podia jogar e mexer no que lá estava, o que invalida a parte do estar selado. Mesmo o que estava em exposição, em vitrinas, não me lembro de estar selado. E se estavam “imaculados”, é porque foram bem cuidados, não porque ficaram selados.

    “Como é que este pequeno documentário pôde ser alcançado?”

    Não vi nenhum jogo selado no documentário, jogos de NES antiquíssimos que nem na caixa estavam, vi ele mexer num poster que já devia ter mais de 10 anos, e até pôs a tocar um vinil que devia ter mais de 20 anos. Foi alcançado porque mesmo sem os selar e utilizando-os, é possível preserva-los.

    Sobre o site dos coleccionadores, num dos artigos está escrito:

    “Ser coleccionador implica de certa forma ser materialista, pois grande parte da ideia de ser coleccionador de jogos de vídeo reside no facto de possuir a obra como um todo, no meio físico, com a capa, o manual e o software. É poder olhar para a estante e ter orgulho naquilo que se vê e poder manuseá-lo.”

    Mas espera… se o jogo estiver selado, como é que pode manuseá-lo?

    Não tenho nada contra coleccionadores. Coleccionar é uma acção que está imprintada no nosso cérebro e faz parte de nós (o sucesso dos Pokemons é um bom exemplo, no campo dos jogos). Deves ter sentido que eu estava a atacar os coleccionadores, mas apenas comentei a prática de manter os jogos selados.

    Porque normalmente, quem deixa os jogos selados, dá a entender que por fazer isso está a cuidar melhor do jogo, ou até mostrar mais amor por ele, quando isso é absurdo. Não jogar o jogo original é exactamente fazer o contrário daquilo para que foi feito. É não concretizar.

    Além disso, tenho a sensação que a prática de manter artigos selados, em vez de algo nobre, é uma maneira de aumentar artificialmente o valor de algo mais ou menos comum.


  12. “Creio que o mundo achou muita piada porque podia jogar e mexer no que lá estava, o que invalida a parte do estar selado. Mesmo o que estava em exposição, em vitrinas, não me lembro de estar selado. E se estavam “imaculados”, é porque foram bem cuidados, não porque ficaram selados.”

    Havia jogos selados.

    “Não vi nenhum jogo selado no documentário, jogos de NES antiquíssimos que nem na caixa estavam, vi ele mexer num poster que já devia ter mais de 10 anos, e até pôs a tocar um vinil que devia ter mais de 20 anos. Foi alcançado porque mesmo sem os selar e utilizando-os, é possível preserva-los.”

    No documentário aparece artigos selados.

    “Sobre o site dos coleccionadores, num dos artigos está escrito:
    “Ser coleccionador implica de certa forma ser materialista, pois grande parte da ideia de ser coleccionador de jogos de vídeo reside no facto de possuir a obra como um todo, no meio físico, com a capa, o manual e o software. É poder olhar para a estante e ter orgulho naquilo que se vê e poder manuseá-lo.”

    Mas espera… se o jogo estiver selado, como é que pode manuseá-lo?

    Está no site um link que esclarece como, em Portugal, é possível ter jogos selados.

    “dá a entender que por fazer isso está a cuidar melhor do jogo, ou até mostrar mais amor por ele, quando isso é absurdo.”

    Problema é que pessoa sente isso, então não tem de entender nada para os outros nem importar se para os outros é absurdo. A pessoa sente mais amor pelo jogo. É o que interessa. Desde que isso não implique chamar de quem abre os jogos de pessoas sem amor pelo jogo.

    “Deves ter sentido que eu estava a atacar os coleccionadores, mas apenas comentei a prática de manter os jogos selados.”

    Como tal, há “formas” de coleccionismo que não violam os seus invólucros. Para se ser coleccionador não é preciso respeitar esta regra. Nem para se ser um coleccionador é preciso respeitar a regra de ter de se usufruir do jogo, abrindo o invólucro.
    O que me parece importante salientar é que é uma forma (não violar o invólucro) perfeitamente normal, à semelhança de tantas outras formas de coleccionismo que fazem o mesmo, e que em certas situações até faz sentido à primeira vista (Nunca na vida eu ia abrir a cópia nº1 de um ff1).

    “é uma maneira de aumentar artificialmente o valor de algo mais ou menos comum.”
    Concordo. Também eu gostava de poder comprar uma versão bem gira da Nintendods, da qual só existem 100 unidades produzidas, ao preço normal de 150€.


  13. Deixar uma coisa clara:

    O documentário que indicaste, não abona nada a favor do argumento dos jogos selados, porque os que estavam lá selados, eram em tão baixo número em comparação com os não selados, que para mim o selados passaram desapercebidos.

    A RetroBop é mais um argumento que não diz nada a favor dos jogos selados, é utilizar jogos antigos em consola antigas. E mais uma vez, os jogos selados que lá estavam, nem reparei. Quais eram?

    “Está no site um link que esclarece como, em Portugal, é possível ter jogos selados.”

    Actually, o link explica como é que em Portugal, é praticamente impossível ter um jogo selado X) (selo do IGAC e tal)


  14. “E não se ganha assim tanto em longevidade, já que é provável que mesmo que o jogo seja aberto, se for bem cuidado durará mais que o próprio dono (mesmo formatos ópticos).”

    Infelizmente a experiência diz-me o contrário e eu tenho um cuidado absurdo com discos originais. Então discos gravados, é melhor nem começar por aí…

    “Dê por onde der, o facto de os jogos ficarem selados vai impedir que se desfrute totalmente da compra, mesmo jogando cópias. Não vais poder ler e folhear o manual de instruções, não vais poder ter o prazer de colocar o CD/cartucho original…”

    Acho isso tão subjectivo e ambíguo como o acto de querer ter o jogo selado.

    Imagina que encontro uma versão original do Radiant Silver Gun selada ao preço da chuva. Ou uma das primeiras cópias de um Final Fantasy. Porque razão iria eu abrir os invólucros quando existem mais alternativas? Tenho mesmo de ser obrigado a fazê-lo quando posso simplesmente ir arranjar uma cópia usada, uma conversão para outra plataforma ou até arranjar um backup?

    “dá a entender que por fazer isso está a cuidar melhor do jogo, ou até mostrar mais amor por ele, quando isso é absurdo”
    É absurdo para ti, mas pode não ser para quem o faz. Como tantas coisa é algo que é inerente a cada um e varia de pessoa para pessoa.
    Da mesma maneira que condenaria alguém que o faz se disse que os outros não têm tanto amor pelos seus jogos, eu condeno-te por dizeres isto.


  15. No que toca ao selo do IGAC. Se tiveres sorte colam-to no celofane. O selo é colocado pelas distribuidoras que muitas vezes são elas que embalam e selam os jogos. Nem sempre existe um celofane original.
    Quanto existe mesmo assim é mais complicado para as distribuidoras meterem papelada lá para dentro do que era há uns tempos atrás. Muitos jogos já trazem um selo de abertura que tem de ser rasurado.


  16. Sinceramente não percebo o gozo de ter um jogo embrulhado invioládo.
    Uma action figure.. ainda é aquela.. costuma ter uma caixa transparente dá pelo menos para ver o conteudo.
    Apesar de não servir para a finalidade principal, brincar com ele, dá para servir de “biblou”.

    Nos jogos ou consolas acho sem grande interesse.. parece que é um desporto de masoquistas, “ves ves.. consegui aguentar sem abrir o jogo”, “mas não jogaste o jogo?”.. “joguei, tenho outro para jogar” ou “saquei o backup”.

    Para mim tem mais valor um jogo (cartucho/optico) que tenha sido jogado e esteja em “mint condition” (como gostam de dizer), caixa original impecável, manual impecável. Isso para mim demonstra mais o amor pelo jogo, é mais dificil manter o estado das coisas usando-as.
    E pelo menos há a certeza que o jogo funciona.. ter um jogo embalado e depois descobre-se que não funciona por uma ou outra razão…


  17. @emogrumpyuke: Cada um faz o que quer, absurdo é alguém sentir-se moralmente superior pelas escolhas que faz e reger-se por isso.

    Além disso, o que ridiculariza o hábito de manter objectos de consumo selados, é quando são comprados na esperança de que eles venham a valorizar-se, por não terem sido abertos.

    Outro comportamento que não se falou, mas mais interessante, é comprar um jogo relativamente recente que se quer jogar, e depois deixá-lo fechado para que não se estrague e ir buscar uma cópia à Internet.


  18. “Outro comportamento que não se falou….”

    O Tu adiantou-se.


  19. o que é giro é se esses jogos embalados caem das parateleiras


  20. “Actually, o link explica como é que em Portugal, é praticamente impossível ter um jogo selado X) (selo do IGAC e tal)”

    Carrega no botão a dizer “página seguinte” até não dar mais.

    “O documentário que indicaste, não abona nada a favor do argumento dos jogos selados, porque os que estavam lá selados, eram em tão baixo número em comparação com os não selados, que para mim o selados passaram desapercebidos.”

    “A RetroBop é mais um argumento que não diz nada a favor dos jogos selados. E mais uma vez, os jogos selados que lá estavam, nem reparei. Quais eram?”

    Como tu não reparas e são poucos é porque é absurdo. okay. Para mim não passaram. E agora? Serei uma pessoa absurda?

    O argumento dos jogos selados para ti pode ser o que quiseres, mas para mim é: não é absurdo de todo ter jogos imaculados, quando esses jogos são de alguma forma especiais e únicos para quem os possui.
    E é este o ponto essencial. O que nos distingue. Quando esses jogos são de alguma forma especiais e únicos para quem os possui. Eu estou a considerar o sentimento que algo possa proporcionar a uma pessoa que não a mim. Eu, imagine-se, sou capaz de conceber pessoas que têm esse amor e que de maneira nenhuma se sintam, automaticamente, moralmente superiores. Eu, consciente do meu próprio ’sentimento’, acho até natural que certas edições especiais e raras sejam mantidas imaculadas.

    Por eu não achar “ridículo” alguém possuir um jogo imaculado não quer dizer que um jogo imaculado por ser jogo imaculado seja igual a outro qualquer jogo imaculado e como tal meu “achismo” se mantenha.
    Portanto não posso aceitar a vossa generalização e a não aceitação de que diferentes jogos para diferentes pessoas acarretam diferentes comportamentos o que consequentemente, quem concorda com certos comportamentos, não têm necessáriamente de concordar com todos os comportamentos restantes. O comportamento pai é coleccionismo, a acção desencadiadora de acontecimentos diversos. Por eu concordar com alguns desses acontecimentos, filhos, não quer dizer que ache de igual forma todos os outros filhos, comportamentos. Mesmo que vocês não concordem com nenhum dos ‘acontecimentos’ derivados do coleccionismo, pecam por tentarem generalizar que alguém que aceita naturalmente uns, aceitará todos os outros.
    Para além da grande viagem generalizadora de que quem colecciona jogos imaculados se sente logo moralmente superior.

    E tu? Se tivesses chance de deitar a mão a edições super-raras, limitadas (100 unidades) usava-los?

    “Cada um faz o que quer, absurdo é alguém sentir-se moralmente superior pelas escolhas que faz e reger-se por isso.”

    E já não dissemos todos isso?

    ““ves ves.. consegui aguentar sem abrir o jogo”, “mas não jogaste o jogo?”.. “joguei, tenho outro para jogar” ou “saquei o backup”.”

    Qual é o jogo desse exemplo? É que depende. Enquanto não se perceber isto, eu e o emo vamos parecer apocados da cabeça… (ainda que seja um jogo que não ache importante para mim… certamente o será para tal pessoa. Por considerar isto não deixaria de omitir minha opinião contudo: se se considero um jogo merecedor, para mim, de o manter imaculado, ou não)

    “um jogo relativamente recente que se quer jogar, e depois deixá-lo fechado para que não se estrague e ir buscar uma cópia à Internet.”

    Um jogo quando acaba de sair é recente. A cópia nº1 do ff 1 qd saiu era recente. Não percebo a tentativa de generalizar tudo de forma igual e indistinguível. Eu concordaria, no exemplo do ff1 em guardar imaculadamente o jogo. Não concordo com quem compra o jogo Bully pra ps2 que o faça. É que depende do jogo.

    É como a história dos comandos da tv. Há pessoas que nunca tiram o plástico. Irritante. Mas se de repente fosse o primeiro comando da Samsung… o primeiro comando do mundo… o primeiro comando de uma linha de comandos muito famosa… Até acho que compreendo que pudesse haver alguém que como eu se irritasse com o plástico à volta dos comandos, mas que mantivesse estes comandos imaculados.

    Depende de que comando. De que situação. De que jogo. De pessoa para pessoa.


  21. @XupaXupa:
    “Cada um faz o que quer, absurdo é alguém sentir-se moralmente superior pelas escolhas que faz e reger-se por isso.”
    E já reparaste que o teu discurso deixa transparecer exactamente isso? Muitos “ridículos”, “absurdos” e tanta generalização à mistura… time paradox?

    “Além disso, o que ridiculariza o hábito de manter objectos de consumo selados, é quando são comprados na esperança de que eles venham a valorizar-se, por não terem sido abertos.”
    Entrando no campo do coleccionismo. O Belela deu em tom de gozo o exemplo dos vinhos, mas acontece que é um exemplo mais válido do que pode parecer à primeira vista.
    Realmente deixar vinhos nas caves durante dezenas de anos sem se poder usufruir deles até restarem tão poucos que cada garrafa vale uma fortuna, deves achar isso completamente ridículo…

    E quem diz vinhos, diz selos, primeiras edições de livros ou tantas outras coisas cujo coleccionismo implica não desfrutar do seu propósito original.

    Por mais voltas que dês, um exemplar de poucos não vale o mesmo que um exemplar de muitos. Especialmente quanto mais conservado estiver. Isto é válido desde obras de arte a caricas. É um facto, não é subjectivo.

    Não estás é habituado a ver ou não entendes o conceito aplicado aos videojogos.


  22. @Abul:
    “Serei uma pessoa absurda? ”

    FDX. Com respostas desse tamanho.. dassss

    Ban para o Abul!!!


  23. “Realmente deixar vinhos nas caves durante dezenas de anos sem se poder usufruir deles até restarem tão poucos que cada garrafa vale uma fortuna, deves achar isso completamente ridículo…”

    Faz-se isso com o vinho porque há uma decomposição muito lenta que deixa o vinho mais doce. O vinho com 2 anos é diferente do vinho com 20 anos. E se se deixar demasiado tempo, o vinho acaba por azedar e perde o valor.

    Sorry, quis só fazer esse reparo.


  24. Aí é que te enganas XupaXupa. O valor do vinho depende da casta e da idade. Mesmo vinho azedo de uma casta muito conhecida mas que seja antigo e raro pode atingir valores exorbitantes! Como é o caso de alguns vinhos do porto e vinhos franceses do tempo de Napoleão.

    Mas isto já é demasiado offtopic.


  25. “Faz-se isso com o vinho porque há uma decomposição muito lenta que deixa o vinho mais doce.”

    Tens a certeza?

    ” O vinho com 2 anos é diferente do vinho com 20 anos.”

    É diferente como? Fica melhor ou pior?

    ” E se se deixar demasiado tempo, o vinho acaba por azedar e perde o valor.”

    Quanto é esse “demasiado tempo”?

    “Mas isto já é demasiado offtopic.”
    O abul que até sou eu e que manda nisto, tem como hobbie principal a vitivinicultura. Por mim isto pode passar a ser o ontopic (:

    – mas e tu? tens nas mãos a edição comemorativa do 1º aniversário da nds (acho que são 100 que existem). Usavas-la? Ou a cópia nº1 dum dos teus jogos favoritos. O que farias?


  26. VINHO!!!!!!!
    AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!


  27. @Abul:
    Eles não sabem que Torres Vedras é uma região vitivinicula. :P


  28. O que é que interessa se o vinho fica melhor ou pior, ou se fica mais caro ou mais barato, ou se apodrece, os vinhos eventualmente serão consumidos, é por isso que as pessoas pagam por eles, é para consumir.

    Os jogos selados nunca são “consumidos”. Não faz sentido “pô-los as envelhecer” senão por propósitos monetários, porque mesmo que sejam vendidos, nunca serão abertos. Assim que se abre, o seu valor inerente desaparece como desaparece o interesse dos coleccionadores.

    A verdadeira condição dos jogos selados é que nunca sejam abertos, ao contrário de um vinho que após muitos anos acabam por ser bebidos.

    Deus nos proiba de apreciar os jogos que foram construídos para nós por tão boa gente.


  29. “Eles não sabem que Torres Vedras é uma região vitivinicula. :P”

    Então falemos de whisky :)


  30. …vitivinícola…


  31. Oh meus deuses, o que fui eu fazer? :P

    Não estamos a falar de vinho, nem estamos a falar de moedas, selos, livros com encadernações especiais ou figuras históricas - estamos a falar de JOGOS, obras que, tal como os filmes e os discos (e por “discos” entendo todo o suporte áudio físico, sejam vinil, cd ou k7) são feitas para serem gozadas.

    Mais concretamente, o JOGO é o que está gravado no formato - ou seja, não é o plástico do cartucho/cd/gd/dvd/disquete/whatever, é o que lá foi gravado. As caixas e os manuais devem ser preservados para podermos dar uma longa esperança de vida aos jogos e os manuais para consulta - algumas caixas e manuais têm artworks excelentes, outras nem por isso, mas de qualquer forma entre ter jogos espalhados pela casa e tê-los dentro das caixas com os manuais, prefiro a 2ª opção.

    Infelizmente já não tenho a caixa de nenhum jogo NES e tenho muito poucas de SNES - só a partir de 1996, mais ou menos, é que comecei a ter mais cuidado com estas coisas. Também não ajuda muito o facto de a Nintendo ter feito caixas em cartão até à GameCube, talvez seja por isto que um jogo de NES ou SNES dentro da caixa fique substancialmente mais caro do que sem caixa…

    De volta ao tema - é perfeitamente possível manter um jogo em bom estado e gozá-lo sem ser preciso guardá-lo num local asséptico e desinfectado e não ousar tocar no plástico que o envolve. Já o disse no post e digo-o aqui: quem compra jogos selados para nunca os jogar está a definir-se primeiro como coleccionador, só depois como jogador.

    Quanto à parte do “investimento” - comprar um jogo selado para o revender a um preço mais alto…bem, isso reforça a minha ideia de que esse indivíduo é cada vez menos um jogador, aí está a ser comerciante e para isso devia antes abrir uma loja, para se dedicar àquilo que os revendedores fazem.

    Choque: se eu tivesse o exemplar nº1 do Final Fantasy abria-o e jogava-o. Para já, porque os jogos foram feitos para serem jogados; depois, porque não o iria vender se realmente gostasse dele; finalmente, porque comprar jogos para não os jogar é passar completamente ao lado da obras que os criadores de jogos fazem, roça o insulto; aposto que se chegassem ao pé do Sakaguchi, do Will Wright ou do Miyamoto e lhes dissessem que se comprassem o exemplar nº1 de um jogo deles e nunca o abrissem…eles ficariam a pensar “ando eu a fazer jogos para isto?”.

    Infelizmente, duvido muito que conseguisse jogar um cartucho NES americano no meu NES europeu, mas também porque raio haveria eu de acreditar que aquele era, de facto, o exemplar nº1? Só porque a editora meteu um autocolante na capa? E mesmo se fosse, que diferença é que faz ser o nº1, o nº2 ou o nº350? Saíram todos da mesma linha de produção com segundos/minutos de diferença, estão todos dentro do mesmo plástico, SÃO TODOS O MESMO JOGO; quem vai dar maior valor comercial a um jogo só porque a capa tem escrito “Copy #1″ está a falhar em alguma coisa nisto de se dedicar aos jogos.

    Depois de saber que há pessoas que dão tanta importância a isto, ainda hoje não percebo como é humanamente possível que haja gente a dar €300 ou €500 por um exemplar novo do Radiant Silvergun - nesse ponto, já se perdeu toda a sanidade mental e o desejo de ter um “objecto de culto” [que pelos vistos serve para decorar a prateleira] é tão grande que são capazes de dar até dez vezes mais do que o preço de um jogo novo - na verdade, se não lhes dissessem que era um objecto de culto e se o vendedor não tivesse escrito “ULTRA RARE CLASSIC”, a criatura que o compra por essa exorbitância pensaria “isto é um jogo muito bom”, mas nunca daria essa barbaridade por ele.

    Mas folgo em ver que há diversidade entre quem comenta por aqui - alguns de vocês serão a verdadeira felicidade de pessoas que compram jogos selados para os revender e de especuladores. Do meu lado, lamento mas eu sou JOGADOR e para alguém como eu que começou a jogar em arcades onde não podíamos ver o formato físico em que o jogo era feito, a experiência artística é muito mais importante do que a experiência material. Obrigado por fazerem deste o meu post mais comentado desde que comecei a escrever para o Rumble Pack.


  32. “os vinhos eventualmente serão consumidos, é por isso que as pessoas pagam por eles, é para consumir.”

    Tens a certeza?

    “Não faz sentido “pô-los as envelhecer” senão por propósitos monetários, ”

    Essa é a única forma que tu vês para não abrir um jogo. E tudo bem. Há quem faça sentido outras coisas e que portanto o faça.

    Não entendo é que para quem jogar a cópia nº1, ou numa edição da qual só existem 100 exemplares é igual a jogar a cópia 1 milhão, o problema em aceitar alguém que tem a cópia nº1 e joga na cópia 1 milhão e que tem um carinho especial por ter a cópia nº1 de um jogo que lhe diz e transmite alguma coisa. Estranho seria se para efeitos de coleccionismo nunca se pudesse jogar determinado jogo.

    Só pelo facto de todos os meus jogos de consola serem originais (alguns me chamam de parvo porque eu assim não pude jogar certos jogos; para essas pessoas eu também sou ridículo) eu tenho sim um carinho mais especial por eles. Até pelo Die Hard Vendentta que é um jogo super porco. Se por uma coisa tão simples eu sinto mais carinho do que por uma cópia pirata, parece-me perfeitamente natural que haja pessoas que tenham um sentimento semelhante perante edições especiais de jogos que lhes digam algo.

    Eu só vejo vocês a falar de dinheiro dinheiro, é para consumir consumir. Isto para mim é tudo generalizações; de que todo mundo que pratica isso o faz por causa dessas razões. A partir do momento em que considerarem pessoas que não o fazem com esses propósitos, e que possam haver pessoas que esse preciosismo de manter inviolável um jogo diga realmente alguma coisa de especial (sem considerarem o vosso automatico “ele sente-se moralmente superior”), pois passa a haver um sentido que não “ridículo” para alguém o fazer.

    E o ponto é este: há quem o faça e quem não o faça. Eu não acho ridículo quem faça. Nem quem não o faça. Parece-me é natural até que perante preciosidades e raridades, se tal transmite algo de especial ao sujeito em causa, que se o faça.


  33. Choque: se eu tivesse o exemplar nº1 do Final Fantasy abria-o e jogava-o. Para já, porque os jogos foram feitos para serem jogados; depois, porque não o iria vender se realmente gostasse dele; finalmente, porque comprar jogos para não os jogar é passar completamente ao lado da obras que os criadores de jogos fazem, roça o insulto; aposto que se chegassem ao pé do Sakaguchi, do Will Wright ou do Miyamoto e lhes dissessem que se comprassem o exemplar nº1 de um jogo deles e nunca o abrissem…eles ficariam a pensar “ando eu a fazer jogos para isto?”.

    Choque porquê? O que eu acho interessante é porque é que chama de ridiculas pessoas que fazem isso. Se o fizeres faz. Na boa. Chocante é achar que para isso eu não tenho de jogar o jogo.

    Muito falam vocês em dinheiro. o vosso problema é o dinheiro. Não interessa o resto. Há pessoas para tudo. Não percebo a vossa dificuldade em o aceitar. Porque claramente não o aceitam, para chamar apenas de não jogadores quem o faz. Tanto que não é assim, que o emo é um jogador (bem… qd ele tinha dinheiro para isso :P ) e faz. É a pancada dele. Eu acho na boa. E não a acho ridicula.

    Agora estamos a discutir nos comentários. Eu próprio escreveria o que tu escreveste no post. Porque ele tem piada (aliás muito do que escrevo aqui eu nem concordo; é só porque tem… well… plo menos alguma piada — e quem me conhece sabe a facada no coração que é quando eu digo mal da Nintendo :’( :P ) Não quero confundir minha opinião com ele ter sido um mau post ;) .


  34. “Choque” porque para algumas pessoas, abrir, ou melhor “violar” a embalagem da cópia nº1 do Final Fantasy é o equivalente actual a desflorar uma virgem inocente na Idade Média - com a diferença que na Idade Média podias sempre pagar para te limparem a alma.

    A minha opinião é de que quem compra jogos selados e os mantém nessa condição, sem os abrir e sem os jogar, apenas como “objecto de culto” ou algo assim parecido, está a afastar-se do que o levou a interessar-se por jogos e está a reduzir a utilidade dos jogos ao mínimo - à exibição e pouco mais.

    Se o que se pretende é exibir uma caixa novinha e com um plástico à volta, então comecem a pressionar as editoras para lançar caixas que em vez de jogos têm uma substância qualquer com o mesmo peso para darem a ilusão de que realmente têm aquele jogo novo e selado…assim sempre ficava mais barato e podiam comprar um exemplar para jogarem.

    Nota: pensava que devíamos concordar com o que escrevemos nos posts :P


  35. Gostava mais da discussão quando o tema era vinho…


  36. Pois, nunca me constou que existissem jogos encorpados, doces, amadurecidos ou secos, ou que tenham um pouco de pé…e eu não percebo rigorosamente nada de vinhos por isso fico-me por aqui.


  37. Já provaram o Arieno da colheita de 93? Tão encorpado, um aroma leve… Lol, oh me…


  38. Dahhhh

    Eu tenho mais jogos que isso… visitem o meu blog e chorem…


  39. E gosto de violar o plástico o mais rápido possivel, jogos virgens no meu quarto é que não!


  40. “Choque” porque para algumas pessoas, abrir, ou melhor “violar” a embalagem da cópia nº1 do Final Fantasy é o equivalente actual a desflorar uma virgem inocente na Idade Média - com a diferença que na Idade Média podias sempre pagar para te limparem a alma.

    Para algumas pessoas. Não entendo é porque é que passa a ideia de que todas pessoas que fazem esse tipo de coleccionismo têm de ser todas assim.

    “está a afastar-se do que o levou a interessar-se por jogos e está a reduzir a utilidade dos jogos ao mínimo - à exibição e pouco mais.”

    A capacidade dos seres Humanos ganharem afectos por objectos é de facto dificil de explicar.

    “Não estamos a falar de vinho, nem estamos a falar de moedas, selos, livros com encadernações especiais ou figuras históricas - estamos a falar de JOGOS”

    Só para dizer que jogos é como outra coisa qualquer. Nem mais nem menos absurdo. Acho que é altura de encarar jogos como outra coisa qualquer, nomeadamente, para coleccionismo estilo imaculado.

    “Nota: pensava que devíamos concordar com o que escrevemos nos posts”
    cada um é como cada qual. Eu o que escrevo nos posts no rumble é uma coisa; o que eu penso pode, ou não, ser outra.

    True Alarka. O Arieno de 93 ficou suave suave. Mas que boa escolha como vinho para envelhecer. Sempre soube: foi alarka que andou escravizado plantando as vinhas novas :P

    P.S. - 40 GET ! fuck yeah!


  41. “Acho que é altura de encarar jogos como outra coisa qualquer, nomeadamente, para coleccionismo estilo imaculado.”

    Os “gamers” estão a tornar em trekkies….

    (antes que o abul venha com a conversa da generalização. digo já que estou a generalizar. eu sou assim, gosto de colocar selos.. não é de fábrica.. mas pode ser que tenha valor aqui algum tempo, quem sabe)


  42. “Para algumas pessoas. Não entendo é porque é que passa a ideia de que todas pessoas que fazem esse tipo de coleccionismo têm de ser todas assim.”

    O Abul parece ter problemas com as generalizações…
    Também parece não confiar na inteligência das pessoas o suficiente para perceber que, quando alguém diz que certa coisa é X, não invalida que haja excepções.

    Por exemplo, na conversa dos vinhos, quando o emo responde:

    “Mesmo vinho azedo de uma casta muito conhecida mas que seja antigo e raro pode atingir valores exorbitantes! Como é o caso de alguns vinhos do porto e vinhos franceses do tempo de Napoleão.”

    Lá porque isto acontece, o vinho continua a ser envelhecido (poucos até vários anos) porque o sabor muda, e se se azedar é para deitar fora.

    Esta é uma boa generalização, porque ao comparar a afirmação anterior com:

    “Produz-se vinho para nunca ser aberto, para que azede e passe a valer milhões”

    A primeira afirmação é muito mais comum, portanto, passa a ser essa a “default” (generalização).

    Espero que o Abul aqui já tenha percebido que Generalizar não é “evil”, mas uma ferramenta que utilizamos para compreender melhor o mundo. E que as excepções, só pelo facto de serem excepções não invalidam os argumentos. Ainda é preciso que, de facto, invalidem os argumentos.


  43. comparar uma garrafa de Romanée Conti, a um jogo, a que isto se tornou…aqui fala-se de videojogos meus amigos


  44. “Para algumas pessoas. Não entendo é porque é que passa a ideia de que todas pessoas que fazem esse tipo de coleccionismo têm de ser todas assim.”

    Foi por isso que eu no post fiz a distinção entre os coleccionadores que compram jogos para os jogarem e as pessoas que compram jogos selados apenas para os terem como objectos de culto.

    “Só para dizer que jogos é como outra coisa qualquer. Nem mais nem menos absurdo. Acho que é altura de encarar jogos como outra coisa qualquer, nomeadamente, para coleccionismo estilo imaculado.”

    São obras de arte, tal como o cinema e a música, e as obras de arte são feitas para serem apreciadas. Uma vez que a forma de apreciar os jogos de vídeo é através da interacção, mantê-los em caixas seladas e nunca os jogar é passar-lhes ao lado. Cada pessoa tem o direito de fazer o que bem entender aos jogos que compra, tal como eu também tenho o direito de dizer o que bem entender sobre eles :P


  45. “mas uma ferramenta que utilizamos para compreender melhor o mundo.”

    Estás a falar a sério?

    “e se se azedar é para deitar fora.”

    Ui…

    “Faz-se isso com o vinho porque há uma decomposição muito lenta que deixa o vinho mais doce. O vinho com 2 anos é diferente do vinho com 20 anos. E se se deixar demasiado tempo, o vinho acaba por azedar e perde o valor.

    Sorry, quis só fazer esse reparo.”
    O teu reparo está estratosfericamente errado. Queres o quê? Mas isto já sou eu com mania de que generalizações são evil. Shame on me. Por isso nem me vou dar ao trabalho de explicar nada sobre isto.

    “Ainda é preciso que, de facto, invalidem os argumentos.”

    Eu também preciso de muita coisa.

    Eu e o emo demos razões suficientes para não ser considerado algo ridículo, sem sentido nenhum, de como é alguém que tem necessariamente orgasmos e sente-se moralmente superior. Só isso. Não dissemos que quem abre o ff1 é ridículo. É porque não queremos invalidar os argumentos para sermos nós a ter exclusiva razão. Referimos o que concordamos e o que não concordamos (quem se julga moralmente superior por exemplo). Apenas tentei legitimar e respeitar quem o faz. Eu faria se pudesse uma vez que não sinto necessidade de usar uma “coisa” rara se posso desfrutar a “coisa”, igual, menos rara. Parece é que para algumas pessoas aqui é difícil aceitar esta escolha; de quase como se tivéssemos a cometer um crime porque a coisa foi criada para ser usada e pronto tem de obedecer ao seu propósito. E os jogos jamais podem ser comparados com mais nada (as outras coisas — selos, etc — parecem ter mais legitimidade para o coleccionismo imaculado). Obviamente não posso concordar com esta visão extremista na minha opinião (ou será apenas uma mera generalização para perceber melhor o mundo? É que com isto fiquei confuso)
    Só fiquei sem saber era o que tu farias, uma vez que já sei que tu sabes dessas situações, a que tu chamas de excepções e que portanto podes continuar chamar de ridículo genericamente uma vez que te permite perceber melhor o mundo.

    “antes que o abul venha com a conversa da generalização.”

    Estás a generalizar o meu comportamento como igual para todas as situações e não diferenciado conforme a situação.


  46. A omissão não significa que eu tenha uma opinião radicalmente diferente em relação a outros objectos - tenho uma opinião idêntica em relação às pessoas que compram brinquedos para os manterem fechados nas caixas sem nunca os usarem, tal como as que mantêm carros imaculados nas garagens sem nunca os conduzirem ou que mantêm discos em vinil isolados sem nunca os ouvirem - estes fenómenos representam muito pouco na generalidade da população mas são uma dimensão do materialismo e do consumismo levado ao extremo…ou alguma forma de idolatria que junta consumo e fé. E, obviamente, são passíveis de serem satirizados.

    Mas agradeço por o meu post já ter mais de 45 comentários fundamentados, em vez dos “40 GET!”, “50 GET!” e por aí fora :D


  47. @Yggdrasil:

    Idem

    @Abul:
    Para ti tanto faz que façam ou não esse tipo de coleccionismo. Mas isso é a tua opinião, não podes querer que o resto das pessoas não possam criticar. Agora se as pessoas visadas ligam ou não.. isso já é com elas.

    Mimo: Who the fuck cares about FF? :P


  48. @tu
    Mas isso é a tua opinião, não podes querer que o resto das pessoas não possam criticar.


  49. .


  50. 50 GET!!!!!!!!!!!111111111111


  51. ah e sempre podiamos falar de columbofilia…


  52. como costumam dizer, há parvos para tudo


  53. deviam era fazer um thread ~de mensagens estupidas que metem no messenger como topicos, como esta

    “a melhor sensaçao e acordar a teu lado e ver como es linda e pura sem mascaras de maquilhagem..”


  54. E porque não “ver como és linda e pura sem nunca teres sido tirada da caixa”? :D


  55. @hyourinnmaru: “a melhor sensaçao e acordar a teu lado e ver como es linda e pura sem mascaras de maquilhagem..”

    Essa frase é brutal XD tb já vi bem piores e bem mais lamechas.

    @Yggdrasil: “ver como és linda e pura sem nunca teres sido tirada da caixa”

    Conheço um gajo assim mas é com figuras PVC q não as tira da caixa ou ainda pior compra uma fake para por em exposição e a original tá guardada sabe-se lá onde XD


  56. n posso com estas frases fdx


  57. “Tenho uma prenda para ti mas como nao esta embrulhada vais ter de levar no pacote”


  58. “Eu” wins!

    LOLOL


  59. “Eu” Delivers


  60. 60 GET!


  61. Estou com micoses.


  62. Rodrigo: é o que acontece quando não se sai da caixa, a mínima exposição aos elementos provoca reacções dessas.


  63. Cuidado Yggdrasil, ainda te vêm dizer que andas a… *shudder* …criticar comportamentos. Onde é que já se viu.


  64. Cada um faz o que quer, absurdo é alguém sentir-se moralmente superior pelas escolhas que faz e reger-se por isso.


  65. Finalmente o abul dá o braço a torçer.
    ufa..


  66. parece que é um desporto de masoquistas.


    http://www.youtube.com/watch?v=d4W_zRGrLG8


  67. Tanto Chrono Trigger e eu sem nenhum…. enfim…


  68. Eu tenho um…jogo-o e não é pouco! :D


  69. http://us.st11.yimg.com/us.st.yimg.com/I/sexualpositions_1911_1914091 GET >:3

    Rule 34 on Echochrome, OH LOL!


  70. 70 GET =D


  71. Vou ter que me superar para o meu próximo post :P com quem é que eu me vou meter…?


  72. Superou o forum do hentai?


  73. parece-me uma maneira de aumentar artificialmente o valor de algo mais ou menos comum.

    http://exgad.blogs.sapo.pt/126036.html

    os jogos foram feitos para serem consumidos. Não entendo o porquê de ser algo especial ter o autógrafo.


  74. Mas Abdul, eu não sofro dessa doença.

    Esta Super Famicom nas minhas mãs seria usada para jogar na mesma… mas estamos a falar da assinatura do pai do Mario!

    É uma boa maneira de imortalizar a memória de alguém, mesmo que claro, Shigeru Miyamoto viverá muitos mais anos após deixar esta vida, pois o seu maior legado são as suas criações.

    Ainda dentro do assunto do posto do xõr Yggdrasil: As coisas tem o valor que nós lhes damos.

    Sempre que me volto para alguém e digo algo do estilo “COMPREI O SUPER ALESTE POR 5 EUROS NO EBAY , PÁ!!!!”, respondem-me com um encolher de ombros. Excepto as pessoas que tiveram ou têem uma SNES. Essas dizem “Xi, sortudo dum raio, odeio-te bué, quando é que morres e em deixas as tuas consolas?”.

    Há malucos para tudo. ^_^


  75. Imagina lá a expressão que eu não fiz quando vi num leilão do eBay o Radiant Silvergun a 23 libras - não é uma pechincha, mas atendendo a que costuma vender-se por oito vezes mais, meti-o logo debaixo de olho porque faltava só um dia para o final…e no dia seguinte, na última hora recebeu umas dez licitações e já estava em 80 libras…


  76. Abdul: esse SFC não está selado e pela minha experiência, se escreveres alguma coisa no SNES/SFC e o jogares intensamente, ela continua lá :P a menos que decidas dar-lhe um banho de álcool e diluente claro…e os jogos que vêm com ele são muito bons. Seja como for, o vendedor está a fazer o mesmo que eu faria, apesar daquela minha conversa da “consola autografada por Deus” - a consola é para jogar, ele pode ter gasto uns 100 dólares naquilo e vai ganhar quase 2000. Pessoalmente, para ter um autógrafo do Miyamoto eu preferia que fosse num poster ou no manual de instruções de um jogo produzido pelo próprio.

    Hei, isto significa que o único post por aqui com mais comentários do que este foi o do forumicídio do NintendoPT? :D


  77. o que ridiculariza o hábito de ter objectos de consumo autografados, é quando são comprados na esperança de que eles venham a valorizar-se, por não terem sido autografados.
    Ter orgasmos a olhar para uma consola autografada, serious business…

    P.S. - Quando se chamou aos leitores que gostam de moe de protopedofilos foi conseguído um maior nº de comments (I wonder why…). Try harder next time Yggdrasil :’( :P


  78. Quer dizer que eu tenho de apelar ao animo-rebarbismo freudiano pré-criminal dos leitores para conseguir maior reacção…? Ok, mas de qualquer forma, reclamo para mim o maior rácio de comentários/post, para uns cinco ou seis posts, já tive uma grande quantidade de comentários :P


  79. E para extra comentários, mete uma gaja em biquini a soprar pra uma NES. Eu posso provar que também dá resultado! :P


  80. A partir do momento em que uma consola tem a assinatura do Miyamoto, há algo que a diferencia de todas as outras que sairam da fábrica. E a assinatura não impede que ela seja usada.

    No prob there.


  81. Alias, o amarelado não deixa enganar: é uma Super Famicom com abstante uso. Só eu sei o que custa tirar aquele amarelado nojento, ble!


  82. Mas tu tentas tirar o amarelado? :O Eu deixo o meu estar, faz parte do processo de evolução e amadurecimento da uma consola, tal como a acne faz parte da adolescência e as rugas fazem parte da velhice.


  83. E tambem tiro a nhãnha preta que fica nos comandos. Pouco estético… é capaz de ser o meu fetiche, bem menos perigoso que este dos “selados”. Claro que a partir da N64 nao voleti a ter o problema (consoas pretas) até agora, passadas mais de uma década, voltamso a ter o mesmo problema na Wii. A nhãnha preta volta a atacar, especialmente nos wiimotes branquinhos…


  84. Shiryu:
    Lava as mãos porcalhão!!!


  85. Mesmo nas consolas pretas… já tirei algumas vezes aquela sujidade amarela dos comandos da PS2 =)


  86. Nos analógicos, ergh…


  87. tirem com alcool e um contonete, works for me


  88. WALL’O'TEXT!!!!! Aaaaaaaaaargh!


  89. Lava tu as tuas, ó Tu! xD


  90. 90 GET! =D


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