Arquivos para a Categoria ‘Retro’

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Uma lágrima pela SEGA…

01 Agosto 2008

Ai SEGA, SEGA…como se pode decair tanto? Como é possível passar de jogos que nos mostram os limites para jogos que são mais úteis se estiverem a forrar uma cela para loucos-furiosos?

How in the world…?!

Não, desta vez não se trata de nenhuma ameaça à virilidade de ninguém, trata-se antes de uma ameaça à credibilidade da SEGA, como se ela ainda tivesse alguma.  Sim, a SEGA fez um valente monte de treta até nos seus grandes dias – ocorrem-me a Mega CD [que teve, no máximo, cinco ou seis jogos bons], a Mega Drive 32X [não me pronuncio quanto a jogos para esta infeliz...], a tal Neptune que não chegou a ser – mas uma coisa é inegável – fez grandes, GRANDES jogos, e é assim que envolto numa febre retro partilho convosco algumas pérolas.

Porque dizem tão mal de mim…? Eu tenho jogos da Digital Pictures em Full Motion Video!!! Full Motion Videoooooooooooooooooo!!!!!!!

“Eu nem sequer sei o que tenho…*snif*” Mas falando com justiça, o Kolibri e o Knuckles Chaotix eram bons, só que não foi para eles que se fez a 32X, pois não?

Mas o que eu vos quero mostrar é mesmo isto – quando a palavra SEGA impunha respeito nas salas de arcada e quando este indivíduo que vos escreve gastava quilos de moedas de 50$00 em obras-primas como estas:

Ganham pontos extra na minha consideração se jogavam Super Hang On numa máquina que existia no Apolo 70 :P

E o que dizer deste grande senhor?  Nos anos 80 e no início dos anos 90 os ninjas eram respeitados e faziam-se jogos sobre eles! Há que dar crédito ao senhor Itakagão por conseguir restaurar o respeito a tão nobre classe profissional.

Sabem o que é hardcore gaming? Hardcore gaming é eu ter jogado isto em arcade quando tinha 6 anos e conseguir pontuações mais altas do que os miúdos que tinham o dobro da minha idade e o dobro do meu tamanho!

Oh SEGA…porquê? Porque nos fizeste isto? Porque não foste mais capaz de criar jogos como estes, ou como os grandes Space Harrier e Out Run? Será por causa dos malvados da Sony? Será da forma de funcionamento da própria SEGA que sempre teve a sua própria degradação no seu código genético? Seja como for, é tarde demais para este amiguinho:

Como foram capazes de fazer ISTO a uma criatura tão indefesa?

Ok, o F-Zero AX/GX era excelente…mas isso acontece com a mesma frequência com que passa um cometa, ou com a mesma frequência com que chega um jogo realmente novo da Sequare-Enix, seja lá qual for que chege primeiro.

Este infeliz ainda está à espera do verdadeiro renascimento da marca azul…

Mas agora que olhamos com uns olhos mais racionais e mais equilibrados, até podemos concluir que a SEGA tem no seu código genético uma característica que os aproxima do carácter nacional dos portugueses, querem ver?

SEGA? Duke Nukem Forever? Super Mario 128?? Ha! Cambada de amadores pá, eu tenho um país inteiro que consegue estar mais de 400 anos à minha espera…se vocês conseguirem uma proeza semelhante, eu juro que produzo por mim próprio uma nova edição do Leisure Suit Larry sobre as minhas aventuras em Marrocos…mas aviso já, aquilo acaba abruptamente.”

Por: Yggdrasil

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Dr. Wily recusa-se a ir embora…

07 Julho 2008

No seguimento da versão rock de cordas vocais ligeiramente danificadas que pudemos ouvir no último vídeo, apresento-vos mais uma prova de como a fortaleza do Dr. Wily entrou definitivamente no panteão da cultura videojoguística mundial [fui eu que inventei a expressão, se vir mais alguém a usá-la, estirpo-lhe os órgãos vitais e espeto-lhe um poste direccional pelo crânio, apesar de este método não ter sido por mim inventado].

Pois bem, poucos conhecem mas em 1992, a Nintendo lançou para o sagrado, eterno e abençoado SNES [louvado seja; a melhor consola de sempre, o algodão não engana] um título chamado Mario Paint. No Mario Paint temos um estúdio onde nos é permitido desenhar, pintar, criar animações simples de 9 fotogramas, criar estampas personalizadas e composições musicais com uns sons pouco ortodoxos mas que ganham imediatamente o estatuto de imortais porque vêm da Nintendo e ainda por cima, são de um jogo de SNES [louvado seja], logo, irredutivelmente clássicos.

Mario Paint

Mario Paint

Não é o meu…mas até podia ser.

Mario Paint tinha a particularidade de vir com um rato e uma base de plástico para ele e foi um dos muito poucos jogos de SNES [louvado seja] a fazer uso do tal SNES [louvado seja] Mouse.

Pois bem, coloquem os vossos olhos e ouvidos nisto:

Sim, é um indivíduo com talento, muito mais talento que eu, que nunca consegui criar nenhuma música minimamente audível no Mario Paint…talvez deva voltar a ele em breve. Mas não nos ficamos pelo Dr. Wily, que a esta hora já deve ter tido o seu ego a correr numa cascata em todas as direcções.

Dr. Wily plan

Dr. Wily plan

Esta imagem já apareceu por aqui…? Eu tive de a ir buscar a algum lado…

Sim, o indivíduo por detrás daquela composição é também responsável por esta:

Eu juro por tudo o que é mais sagrado, ou seja pelo meu SNES [louvado seja], que quem não reconhecer isto, vai ser reduzido a pó. Passem pelo canal do artista e encontram mais algumas de nos fazer ir às lágrimas. A menos que sejam hereges para quem música tocada no SNES [louvado seja] não signifique nada, se assim for, preparem-se para enfrentar a ira dos deuses.

Por: Yggdrasil

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Quando a próxima geração era tão à frente que até doía…

17 Fevereiro 2008

Retro

Ora bem meus caros, depois de uma longa ausência aqui estou eu a retomar a actividade de escriba ocasional por este espaço.

Posto isto, trago-vos um exemplo que muitos de vós desconhecem mas que, e pasmem-se!, demonstra a única consola da Nintendo que foi um fracasso total — e o primeiro que dizer “ah, mas eu já conheço, é a GameCube!” será embalado no Largo do Intendente com um taco de bilhar bastante rombo que é para doer para burro.

Virtual Boy

Sim, estou-me a referir a essa esperança e via para o futuro que incorporava realidade virtual — essa utopia da primeira metade do século XXI — e que dava pelo nome de VIRTUAL BOY.

Para quem não conhece, o Virtual Boy foi uma consola que devia passar por portátil — quer dizer, ela não precisa de ser ligada à televisão, parece que é portátil, mas espera lá…! Se houve quem em 2004 tivesse largado uns risos com o “brinquedinho de dois écrans” (mas que está a caminho de se tornar a consola mais vendida de todos os tempos), imaginem o que não foi em 1995 quando o criador do Game Boy, Gunpei Yokoi, depois de ter engarvelado uma quantidade pouco recomendável de sake feito a martelo, apresentou esta coisa…

Mario Clash
Water World

Sim, foi doloroso; sim, estava melhor num hospital psiquiátrico soviético; sim, funcionava com tons de vermelho; sim, dava umas dores e cabeça e de pescoço que eram qualquer coisinha…sim, era uma valente merda, já percebemos.

No entanto, e para mostrar que ainda existia uma réstia de bom senso para os lados da Nintendo, depois de vendas desastrosas, a coisa foi descontinuada ainda antes de ter sido lançada na Europa.

Agora imaginem lá, no início da década de ‘90, era comum ver gente a jogar nos seus Game Boy um pouco por toda a parte. Substituam os Game Boy por estas carcaças cranianas e já ficam com uma ideia de como poderia ter sido o resto da década, se a coisa tivesse tido sucesso!

Depois do Famicom Disk System, depois do ROB e o seu companheiro virtual Gyromite, depois da Power Glove (it‘s so bad…), depois de um tribunal americano ter considerado ilegal o regime que a Nintendo impunha às produtoras externas que lançassem jogos para o NES nos EUA (e que significava que ao lançarem jogos para o NES, não os podiam lançar para nenhuma consola da concorrência), depois de uma tentativa falhada de criar uma drive de CD-ROM para o SNES com o nome de PlayStation e de ter vendido direitos à Philips para criar jogos execráveis com os nomes de Mario e Zelda, este foi mais um dos erros da Nintendo. Não foi o último, não, nem de longe, mas ainda não seria em 1995 que a Nintendo iria colocar os japoneses a deliciarem-se com jogos sobre o néctar dos deuses, ou sobre sake, ou que nos ensinam o fundamental da profissão de barman.

Por: Yggdrasil

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Não tens Neo Geo? És uma salsicha!!

27 Novembro 2007

No meio da grande flame war que opôs a SEGA à Nintendo pelo domínio do mercado das 16-bits, deixei de fora o maior outsider de todos – sim, a SNK também tentou agarrar uma fatia do mercado. Estava eu convencidíssimo de que a Neo Geo AES era uma consola de “elites” aos quais muito poucos se podiam dar ao luxo – custava mais de $500 no início dos anos ‘90, em termos financeiros, era uma verdadeira PS3 do seu tempo…mas com jogos melhores.

Eis então que surge este belo anúncio e que se insere no contexto da grande flame war da primeira metade da década de ‘90. Pois é, se não tens Neo Geo, não és mais que uma salsicha. Note-se que eles ainda reconheciam a NEC (PC Engine/TurboGrafx) como uma potência a ter em conta, podem ser flamers mas respeitam o adversário, sim senhor. Notam também que o “Nintendo” a que eles se referem é o NES. Será que a designação AES (Advanced Entertainment System) é uma mordidela à máquina da Nintendo? Notem também a analogia entre o Yugo (essa verdadeira instituição sobre quatro rodas da Jugoslávia dos anos 80) e o Ferrari. Teve que ser actualizada para se aplicar à decorrente briga de pátio de escola, já que ninguém com menos de 20 anos sabe o que é um Yugo.

Contudo, houve quem não percebesse o recado, daí que este anúncio foi feito para ser mais eficaz.

Ora bem, começo a não perceber…se não tenho Neo Geo, sou uma salsicha e fico encostado ao canto a jogar umas coisinhas pequeninas chamadas SEGA, Nintendo e NEC, se tenho uma Neo Geo, a minha libido é atirada para o canto e substituída por umas sessões de Art of Fighting. Não é que Art of Fighting seja um mau jogo, atenção, simplesmente é de outra categoria.

Portanto, a SNK também queria a little piece of the action. Não os posso levar a mal, e na verdade, assumo aqui uma pequena fraqueza que me atormenta – eu adorava ter uma Neo Geo, de preferência uma Neo Geo AES.

Não é uma beleza? A máquina deixava o SNES e a Mega Drive a comer poeira (e o PC Engine também, já agora) do ponto de vista técnico, tinha um catálogo incrível (não em número, mas em qualidade) e recebeu jogos durante mais de treze anos…que mais podem pedir? Conversões arcade-perfect em casa…a troco de um dinheirão diga-se. É por isso que assumo este compromisso, se algum dia me caírem €2000 em cima, sem quaisquer regras, eu não os gastava em jogos para a Wii, não os gastava numa PS3, numa Xbox 360, ou num PC capaz de aguentar o Crysis…gastava-os numa Neo Geo!

Por: Yggdrasil

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Flame wars

27 Novembro 2007

Acham que o que está a decorrer é uma flame war? Mas que falta de cultura, meus caros! Sony e Microsoft percebem tanto de flame wars como eu percebo de bordados em ponto de cruz

Uma verdadeira flame war combate-se nos écrans, nas páginas dos meios e nos pátios das escolas, e não com frasezinhas mal enjorcadas do género “A Wii é um amor de verão”.

Sim, pedófilos andróginos também entravam em flame wars a atrair crianças com os seus passos lunares, mas isso é outra história.

E nesse aspecto, ninguém abafava a SEGA. Digam o que disserem, a SEGA sempre esteve um passo à frente na promoção – ou no caso do caminhante da lua, directamente por trás (felizmente para a SEGA foi de curta duração), mas mais uma vez, isso é outra história.

Comparado com o confronto que teve lugar nos States entre 1990 e 1994 e que opôs a Mega Drive (Genesis para os nossos amigos de além-Atlântico) ao SNES, a actual rivalidade Nintendo-Sony-Microsoft mais parece uma disputa de pré-primária…

Sim, blast processing, o que permitia ao nosso amigo ouriço azul abafar completamente o italiano baixote e gorducho. Há quem se refira à SEGA como a Sony do seu tempo…estão redondamente errados, a SEGA sempre soube fazer jogos, a Sony percebe tanto disso como ali o caminhante da lua percebe de mulheres, mas enfim, isso continua a ser outra história. Além disso, já aqui o escrevi, a Sony não sabe fazer flame wars! Já agora, o SNES nos EUA era simplesmente horroroso e prestava-se a ser gozado.

Chamam a ISTO uma tentativa de beliscar os outros? Pois claro, Crash Bandicoot foi o melhor jogo de plataformas de todos os tempos e é hoje considerado como o manual vivo do jogo em 3D e isso é uma verdade tão indiscutível como o é a boa educação e o nível de moralidade de Alberto João Jardim.

Meus caros, não é qualquer um que faz uma flame war e consegue ser recordado no século seguinte – a Sony já demonstrou que domina a arte ancestral do bullshitting, desenvolvida ao longo da história por indivíduos como Hitler e Estaline, mas com consequências menos sangrentas, ok, reconheço isso na banda do Hirai&Comp., mas ninguém sabe inflamar o público como a SEGA, fim de discussão.

Ainda queria meter mais uns vídeos, mas isso seria um pouco pesado demais para o público, por isso aqui fica uma correcção velada por parte da SEGA, introduzida no célebre desenho animado do Sonic e que constitui uma referência ao protagonismo do tal caminhante da lua na sua 16-bits…divirtam-se e flamem bastante!

Por: Yggdrasil

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Agora sim, tá tudo lixado…

26 Novembro 2007

Feita a apresentação pelo Abul, é tempo de vos dizer que infelizmente e contra todas as previsões, vou começar a escrever neste blog depois de ter periodicamente comentado sob a designação de JP e a quem foi concedida a concessão sobre essa área tão abrangente e difusa conhecida como retro

Sim, sou um indivíduo algo perturbado e com algumas pancadas estranhas, mas nada que um Hadokenzinho não resolva de vez em quando, afinal prefiro Ryu a Master Chief ou não fosse eu o master da vertente pré-32 bits.

SF1

Por isso aqui fica a minha primeira contribuição para a riqueza geral da comunidade e possível (des)interesse dos leitores, esta preciosidade é, nada mais nada menos, do que a versão original alemã do primeiro anúncio televisivo do NES que passou na RTP há mais de 16 anos. Sim, tentei encontrar a versão portuguesa, não, ela não estava em lado nenhum onde pudesse ser encontrada, deve estar junto do Sonic Extreme, dos números da Wii em Portugal ou do próximo grande exclusivo da PS3…

Por: Yggdrasil

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Como ter jogos a cores no Game Boy original

04 Julho 2007
Retro

Ah… Belos tempos da rivalidade entre a Nintendo e a SEGA… Belos tempos em que no departamento de marketing da Sega of America provavelmente andavam a fumar coisas suspeitas… A verdade é que quer se goste ou não, os anúncios da SEGA não tinham nada que se lhes assemelhasse.

Se pensam que estou a falar apenas do conhecido (ou então não…) slogan “Genesis does what Nintendon’t!”, enganam-se. Vejam só estes anúncios da velinha Game Gear.

(Como ter jogos a cores no Game Boy)

(Decisões…)

O problema é que não havia publicidade que fizesse esquecer a conta das pilhas… :P

Por: emogrumpyuke

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Apple Pippin

30 Maio 2007

Lembram-se do rumor da portátil da Apple? Já lá vai um tempo. Ainda o RumblePack andava de fraldas quando o post foi feito… De qualquer forma… Já houve outras tentativas não-portáteis anteriores: Apple Pippin. Parece uma consola feita por um personagem do Senhor dos Anéis, diria eu! Mas não, foi mesmo uma consola feita pela Apple lançada em 95 no Japão e em 97 nos EUA. Vejam com vigor:

Felizmente que os produtos da Apple hoje em dia não sofrem de tal falta de beleza!

A intenção da Apple era fazer uma consola barata(continuem a ler), acessível a todos, portanto, através de um processador PowerPC estupidamente lento. Algo puchado a burro. Era óptimo. Tudo isto com sistema operativo Mac OS e um fantabulástico leitor de CD’s a 4 velocidades. As unidades foram tão escassas que era maior a quantidade de acessórios fabricados para a consola (ratos e teclados) do que consolas propriamente ditas… Um modem de 14.4kps (FULL SPEED AHEAD!!!), e uma biblioteca de jogos que não passou dos 22 títulos.

Ah! Mas tinha um jogo dos Power Rangers! Na falta de um jogo dos Smarties

Tirando tudo isso, era uma óptima consola! Ah! Mas esqueci-me de contar que… Hummm… Custava 600$.

PS3 CAN MAKE THAT TOO LOL

Hey! Não se riam, Sonyistas!

É preciso dizer que a “consola” morreu cedo?

Créditos ao Natas pela dica!

Por: Alarka