Consta que há por aí pessoas que levam as suas fantasias um pouco longe demais e, não contentes por verem as voluptuosas formas da Taki [notem que aquilo é enorme em qualquer parte do Mundo mas ainda mais no Japão ] ou as coxas desnudadas da Ada Wong [coxas e não só...] ainda passam por um tremendo crescimento da sua produção de libido ao verem fêmeas verdadeiras vestidas de forma a se parecerem com as ditas personagens.
Ora isto para mim está errado e está errado por um motivo simples: ao tentarmos ligar uma figura que nunca desaparece e se mantém sempre no auge da sua forma [ou seja, a personagem] a uma humana com todas as suas condiconantes, estamos apenas a consumir recursos de forma desnecessária e predatória e a adulterar a nossa própria percepção da dita personagem - vá, perguntem lá ao Yoshinori Ono se ele alguma vez pensou em dar à Chun Li um spinning star kick parado, ou seja, sem nenhum kick mas com margem de manobra para outros movimentos.
Parece que o raivoso ficou a olhar durante tempo demais e a donzela não gostou…
Só que a minha mensagem é muito mais perturbadora. Ora bem, não existe nintendista que se preze que desconheça Super Mario Bros. 2 - Mario’s Madness para NES, ou seja, a adaptação ao ocidente de Doki Doki Panic porque a Nintendo achou que os ocidentais eram demasiado burros para jogar o verdadeiro Super Mario Bros. 2 japonês [e que em 1993 chegou até nós sob a forma de Lost Levels integrado no Super Mario Allstars], e pronto, com todo o respeito que eu tenho pela Nintendo, os japoneses também foram demasiado burros para prever que nunca poderiam ganhar a II Guerra Mundial.
“Ok, fiz um ligeiro erro de cálculo e os americanos destruíram-nos o país…além de me executarem no fim. MAS, metemos a Nintendo em toda a parte e agora temos seguidores nossos em todo o Mundo, sobretudo nos fóruns de internet; derrotados, nós? Ha!”
De volta ao Super Mario Bros. 2 - Mario’s Madness, qualquer nintendista com o mínimo de amor próprio lia os manuais de instruções de uma ponta à outra - e acontece que era frequente esses manuais terem um pequeno bestiário no fim, uma espécie de esboço de saber enciclopédico sobre os inimigos que encontrávamos - mais ou menos como a Wikipedia do seu tempo, só que feita por menos gente e muito mais credível. Acontece que no final do primeiro nível, encontrávamos uma estranha criatura cor-de-rosa que disparava ovos pela boca [ou por um orifício que passa por boca...] e que no manual era apresentado como “Ostro“; a sua descrição dizia “julga-se mulher“, o que na prática equivale a dizer que a Nintendo é uma campeã da luta pelos direitos dos transsexuais, ou como se diz hoje em dia, transgender.
Ligeiramente perturbador, não acham? Quando este vosso camarada que vos escreve tinha uns 8-9 anos, foi-lhe dito por um amigo que assim sendo, devia chamar-se “Ostra”; na altura não percebi, mas esse meu amigo estava já a levar o reconhecimento dos direitos dos transsexuais a um novo nível. Espero que ele ainda mantenha os seus cromossomas XY intactos.
O que acontece é que esse tal Ostro andou desaparecido uns tempos, até que, em Super Mario RPG, outro jogo que nenhum nintendista que se preze pode passar sem jogar, vemos isto na sequência de introdução:
Ali o infeliz do Mallow [uma nuvem que se julga sapo, já agora, e que parece usar calças à Obélix] está prestes a levar com uma salva de ovos disparadas de uma personagem que não só julgava perdida nas brumas do retro-nevoeiro, como ainda passou por uma operação de mudança de sexo…
Pois é…em 1987, Ostro era um macho com tendências de fêmea. Em 1996, passara por uma transformação completa, não só puxou o brilho à sua pele que passou do rosa para o mais radioso fúcsia e um laçarote muito mais composto no alto da cabeça, já para não falar das pestanas muito bem arranjadas, sem dúvida numa tentativa de atrair machos para o acasalamento - espero que na sua terra natal, as operações de mudança de sexo sejam totais e não apenas parciais como acontece no nosso Mundo. A ascensão de Ostro passou pela usurpação de identidade de um pássaro transportador de Shy-Guys de Super Mario Bros. 2 conhecido com Birdo, o que significa que Radovan Karadzic vai ser julgado por mais um crime contra a humanidade - o de plagiar a acção de uma personagem de jogo de vídeo, ao usurpar a identidade de alguém que já existia. Mais tarde, Birdo-usurpador protagonizou torneios de ténis - onde vos posso garantir que nenhum árbitro lhe olhou para as pernas, uma vez que não existe qualquer semelhança entre Birdo e Maria Sharapova, além de ter entrado em corridas de karts e de revelar uma voz perturbadoramente semelhante com os sons que os patos fazem nos desenhos animados da Disney, sobretudo naqueles em que o Pateta usa uns apitos para chamar patos mas não consegue apanhar nenhum porque…enfim…é um idiota chapado.
Podem perguntar isto: “Mas oh Yggdrasil, o que é que criaturas nintendistas híbridas e camaleónicas têm a ver com cosplay de gajas boas vindas de jogos? Será que estás a ficar estúpido?” É justo, aqui têm a explicação, mas ficam avisados, vocês nunca mais vão olhar para o fenómeno de cosplay da mesma forma.
Aliás, criou-se a etiqueta NSFW [not safe for work] para categorizar imagens que são demasiado bonitas para serem vistas no trabalho [afinal de contas elas podem afastar-nos do que realmente importa, um écran cheio de sedutores e eróticos números e parâmetros, planos e instruções que nos levam para um reino de delícias que está além dos nossos sonhos mais selvagens]; pois bem, eu vou criar a etiqueta NSFW e antes que me processem, devo dizer que a minha signfica not safe for wanking, por motivos que já vão compreender:

Considerem tudo o que foi dito acima e notem num pormenor - quando o Ostro nos é apresentado, o que o manual diz é “he thinks he is a girl”. Agora, deixem o vosso cérebro funcionar e apliquem o raciocínio a esta imagem…vá, sempre quero ver se depois disto, continuam a gostar tanto de cosplay como dantes.
Para me despedir, deixo-vos com a pergunta: será que isto pode ser uma mulher verdadeira? Fiquem com a opinião de um perito que eu muito valorizo.

Por: Yggdrasil